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14 de setembro de 2026

SNK anuncia "Metal Slug Ultimate Collection" com 10 jogos




 Foto : SNK  / M2


Tem certas séries que não precisam de remake em Unreal Engine 5, iluminação com ray tracing ou personagem explicando o que você precisa fazer a cada vinte segundos.

Precisam apenas de uma boa televisão, dois botões funcionando direito e alguém gritando “Heavy Machine Gun!” enquanto metade da tela explode.

Metal Slug é uma delas.



 Foto : SNK  / M2

A SNK anunciou Metal Slug Ultimate Collection, nova coletânea que comemora os 30 anos da franquia e chegará em 2027 para PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2.

São dez títulos no pacote. Nove jogos conhecidos da série e uma peça de arqueologia dos arcades que, para quem gosta de história de videogame, talvez seja mais interessante do que todo o resto junto: a Location Test Version do primeiro Metal Slug, nunca lançada oficialmente.

E antes que alguém pergunte se isso é apenas Metal Slug 1 com inimigo em lugar diferente, não.

A história é muito mais interessante.

Assista o trailer clicando aqui.

Os dez jogos de Metal Slug Ultimate Collection

A SNK confirmou a seguinte seleção:

  • Metal Slug (1996, Neo Geo MVS)
  • Metal Slug 2 (1998, Neo Geo MVS)
  • Metal Slug X (1999, Neo Geo MVS)
  • Metal Slug 3 (2000, Neo Geo MVS)
  • Metal Slug 4 (2002, Neo Geo MVS)
  • Metal Slug 5 (2003, Neo Geo MVS)
  • Metal Slug Advance (2004, Game Boy Advance)
  • Metal Slug 6 (2006)
  • Metal Slug 7 (2008, Nintendo DS)
  • Metal Slug Location Test Version

É uma seleção muito boa porque finalmente coloca Metal Slug Advance e Metal Slug 7 ao lado dos jogos clássicos de arcade.

Advance costuma acabar esquecido nessas compilações por ter nascido no Game Boy Advance, enquanto Metal Slug 7 ficou originalmente preso ao Nintendo DS antes de ganhar uma versão expandida chamada Metal Slug XX.

Aliás, já que colocaram “Ultimate” no nome, cabe aquela pequena chatice de colecionador.

Metal Slug XX não aparece na lista divulgada.

O estranho é que Metal Slug 2 e sua versão revisada, Metal Slug X, estão presentes ao mesmo tempo. Seria perfeitamente razoável fazer o mesmo com 7 e XX.

Também ficaram de fora coisas como Metal Slug 3D e outros spin-offs.

Então “Ultimate” aqui significa “uma senhora coletânea dos jogos principais”, não literalmente tudo o que já carregou Metal Slug no título.

Marketing também precisa trabalhar.

A maior atração é um Metal Slug que quase ninguém jogou

Para mim, o grande motivo para acompanhar essa coletânea está no final da lista.

A chamada Metal Slug Location Test Version é uma versão primitiva do primeiro jogo utilizada durante o desenvolvimento para testar a reação do público nos arcades.

Location test era prática comum naquela época.

A desenvolvedora colocava uma máquina em um fliperama selecionado, deixava gente de verdade jogar e observava o resultado. Quanto tempo cada jogador ficava na máquina, onde morria, se colocava outra ficha e, principalmente, se saía dali querendo jogar novamente.

Era análise de telemetria feita com cinzeiro do lado do gabinete.

Essa primeira versão de Metal Slug era bastante diferente do jogo lançado em 1996.

O conceito original colocava o próprio tanque Metal Slug como protagonista.

Você passava praticamente o jogo dentro dele.

Marco Rossi e Tarma Roving ainda não existiam como os soldados controláveis que conhecemos.

Isso muda completamente a maneira de jogar.

O Metal Slug final é rápido. Você corre, pula, abaixa, dispara em várias direções, entra em veículos, abandona veículos e tenta sobreviver a uma quantidade completamente irresponsável de projéteis.

Um jogo centrado no tanque naturalmente tinha outro ritmo.

E aparentemente foi justamente aí que começaram os problemas.

Um teste ruim ajudou a criar um clássico

O location test não teve a recepção que a equipe esperava.

Jogadores gostavam do visual, mas o conceito baseado no veículo era mais lento e limitado do que aquilo que acabaria chegando às máquinas.

A equipe da Nazca Corporation voltou ao projeto e fez mudanças enormes.

Entraram Marco e Tarma.

O tanque deixou de ser o personagem principal e passou a funcionar como veículo que podia ser encontrado durante as fases.

Os mapas foram adaptados para personagens menores e muito mais ágeis.

O resultado dessa cirurgia foi o Metal Slug que chegou aos arcades em 1996.

Ou seja, aquela versão que deu errado está diretamente ligada à razão de Metal Slug ter ficado tão bom.

E agora poderemos jogá-la.

Isso é preservação de videogame de verdade.

Não é colocar um JPEG de uma revista velha dentro de uma galeria e chamar de conteúdo histórico. Estamos falando de disponibilizar uma versão do próprio jogo que representa um momento importante do desenvolvimento da série.

Para um velho de fliperama, isso vale mais que skin dourada de pré-venda.

E ainda colocaram a M2 para cuidar da coleção

Outra excelente notícia é que a adaptação está nas mãos da M2.

Se você acompanha relançamentos de jogos antigos, esse nome deveria deixar a situação bem mais tranquila.

A empresa japonesa virou referência em preservação e emulação porque normalmente tenta reproduzir não apenas o jogo, mas também características específicas do hardware original.

Isso inclui coisas que outros emuladores muitas vezes tentam “consertar”, como certos tipos de slowdown.

E Metal Slug tem muito slowdown.

Muito.

Especialmente quando a tela está cheia de soldados, explosões, projéteis, veículos pegando fogo e aquele pobre Neo Geo começa a pedir misericórdia.

Só que parte dessa queda de desempenho acabou fazendo parte da maneira como esses jogos são lembrados e, em determinados momentos, até ajuda o jogador a acompanhar a quantidade absurda de coisas acontecendo.

A própria SNK destaca a experiência da M2 em reproduzir comportamento de hardware, bugs e características internas dos jogos originais.

Isso é exatamente o tipo de empresa que eu quero mexendo em Metal Slug.









Via : https://gamehall.com.br/metal-slug-ultimate-collection-reune-10-jogos-e-resgata-versao-perdida-do-classico-de-1996/

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