Foto : Universal Pictures
Há 40 anos, o filme ET - O Extraterrestre, clássico de Steven
Spielberg, batia recorde de bilheteria no cinema, ultrapassando 100
milhões de dólares nos primeiros 31 dias de exibição.
Mas não foi
apenas esta marca que a produção conquistou ao longo do tempo que
esteve no ar.
Atualmente, ele ocupa a 97ª posição dos filmes com maior
bilheteria da história do cinema, rendendo quase 800 milhões de
dólares, pouco mais de R$ 40 milhões, isso sem contar o valor da
inflação recorrente.
Se o ajuste for feito, a obra chega à sétimo lugar da
lista, de acordo com o Guinness Book, atrás de outros clássicos como E
o Vento Levou... (1939), Titanic (1997) e A Noviça Rebelde (1965).
A produção também aparece na lista dos filmes mais vistos no
Brasil, ocupando o 21º lugar, com 9 409 000 pessoas.
Além de
aparecer na contagem dos filmes mais rentáveis da história do
cinema, E.T. - O Extraterrestre também é guardado no coração
de muitas pessoas, principalmente àqueles que viram na telona
ou na Sessão da Tarde, na Globo, que o exibia à exaustão na
programação vespertina.
O filme conta a história de Elliott, um garoto que acaba fazendo
amizade com um extraterrestre que está preso na Terra.
O
menino e seus irmãos tentam ajudar a criatura a voltar ao seu
planeta natal, mas sem que ninguém desconfie, já que o
governo não pode descobrir sua existência.
Para gravar o filme,
a produção teve que criar um boneco para representar o ET.
A equipe confeccionou quatro cabeças, além de uma fantasia,
que era vestida em dois atores anões, chamados Tamara De
Treaux e Pat Bilon. Outra pessoa importante para dar vida à
criatura foi Matthew DeMeritt, um menino de 12 anos que
nasceu sem pernas.
Ele se revezada com os outros atores para
interpretar o personagem de outro mundo, usando tanto a
fantasia quando a cabeça criada.
Para melhorar a visão dos artistas, foram feitas fendas no peito
do ET, o que saiu quase imperceptível para o público na tela.
Ao todo, o boneco custou 1,5 milhão de dólares, após três
meses de confecção até chegar no resultado final.
Foram nove meses entre o início das gravações e seu
lançamento nos cinemas, com 61 dias de filmagem.
Durante o
processo de criação, Steve Spielberg teve que usar um título
genérico, A Boy's Life (Uma vida de garoto) para evitar que
outros profissionais plagiasse a sua obra.
A preocupação do
diretor era tão grande que os roteiros eram lidos em portas
fechadas e todos no estúdio tinham que usar um cartão de
identificação para o determinado filme.
Mesmo com todo cuidado, Spielberg foi acusado de plagiar um
roteiro não concluído chamado The Alien, de 1967, do diretor
indiano Satyajit Ray.
Em outra ocasião, ele foi denunciado por
copiar a peça musical Lokey from Maldemar, de Lisa Litchfield,
mas a escritora perdeu o processo porque não havia provas
que configurassem plágio.
Carregando uma legião de fãs, ET -
O Extraterrestre é até hoje lembrado e sempre homenageado,
servindo de inspirações para novas obras, como Stranger
Things, que é ambientado nos anos 1980, assim como o
filme de Spielberg.
Via :ET - O Extraterrestre faz 40 anos com recorde e inspiração para Stranger Things (uol.com.br)

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