Foto : GTABase.com
A decisão da Rockstar Games de demitir 34 desenvolvedores, a quem acusa de “vazar informações confidenciais”, gerou uma onda de protestos na sede da empresa. Segundo o Independent, tanto funcionários que foram cortados quanto equipes que ainda trabalham em Grand Theft Auto (GTA) fizeram um protesto em frente à sede da empresa em Edinburgo na última quinta-feira (6).
As dezenas de pessoas que se reuniram no local criticam a empresa pelo que consideram práticas dedicadas a impedir a formação de sindicatos. Além de criticar a chefia do estúdio, elas também exigiram que as equipes afetadas fossem reencaminhadas aos cargos que ocupavam.
Os desenvolvedores que trabalhavam em GTA 6 afirmaram que foram demitidos porque estava conversando com a Worker’s Union Great Britain (IWGB) sobre meios de se organizar. Já a Rockstar Games declarou que os cortou por brechas contratuais graves, que envolveram o compartilhamento de informações confidenciais com terceiros.
Relato afirma que GTA 6 vai ser muito prejudicado com os cortes
“Eles foram demitidos por exercer seus direitos legais de falar um com o outro sobre seus pagamentos e condições, para construir um sindicato em seu ambiente de trabalho, para construir um ambiente mais justo e melhor no qual as pessoas que fazem games têm uma voz no processo”, afirmou Fred Carter, um organizador da IWGB.
Pouco após os protestos, ganhou tração nos GTA Forums o relato de um suposto desenvolvedor que trabalha em GTA 6 (cuja identidade foi verificada pelos moderadores). Falando de forma anônima, ele afirmou que as demissões foram realizadas sem aviso prévio, e que a empresa não forneceu nenhuma evidência de suas acusações.
“Esses colegas trabalhavam duro e passaram muitos anos na Rockstar em papeis centrais”, explicou a fonte. Ela também afirmou que muitos profissionais estavam na empresa há quase 20 anos sem nenhum problema, ocupando cargos sênior importantes — e, por isso, suas demissões vão afetar o andamento do game.
O desenvolvedor também afirmou que a Rockstar demitiu 34 pessoas entre as mais de 200 que estavam num grupo do Discord, onde nenhum documento confidencial foi vazado. Ele teme que, caso a empresa não seja punida por isso, pode iniciar novos processos de demissão — e a mera possibilidade de que isso aconteça foi suficiente para destruir boa parte da moral interno da desenvolvedora.

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