Foto : Lucasfilm
Após 14 anos no comando da Lucasfilm, Kathleen Kennedy deixará oficialmente a presidência do estúdio. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (15) pela Walt Disney Studios e sinaliza uma reconfiguração estratégica na gestão de uma das principais unidades criativas do grupo, responsável por franquias bilionárias como Star Wars e Indiana Jones.
A mudança ocorre em um momento de revisão de custos, reorganização de portfólio e busca por maior previsibilidade financeira no segmento de entretenimento da Disney, especialmente após anos de investimentos elevados em streaming e conteúdo original.
Nova estrutura de liderança da Lucasfilm
A Lucasfilm passará a adotar um modelo de gestão compartilhada. Dave Filoni assume como presidente e diretor criativo, enquanto Lynwen Brennan será copresidente, responsável pela área administrativa e operacional. A divisão replica estruturas já testadas pela indústria, como a da DC Studios, que separa decisões criativas da gestão financeira e de produção.
Na prática, o novo desenho busca reduzir gargalos decisórios, acelerar o desenvolvimento de projetos e alinhar criação artística a metas de rentabilidade, cronograma e controle orçamentário — pontos sensíveis para o grupo Disney nos últimos anos.
Impacto estratégico para a Disney
A saída de Kennedy do cargo executivo não representa um romppimento com a companhia. Ela seguirá como produtora em dois projetos considerados estratégicos: O Mandaloriano e Grogu, com estreia marcada para 21 de maio, e Star Wars: Starfighter, previsto para 2027. Após esses lançamentos, a executiva atuará como produtora independente.
Durante sua gestão, a Lucasfilm foi responsável pelo relançamento de Star Wars nos cinemas com O Despertar da Força, além de sucessos como Rogue One e a série Andor. Ao mesmo tempo, enfrentou desafios relevantes, como projetos cancelados, desempenho abaixo do esperado de Han Solo e críticas à condução criativa recente da franquia.
A expectativa do mercado é que a nova liderança contribua para destravar projetos represados, reduzir riscos criativos e melhorar a eficiência do pipeline de produções, em linha com a estratégia da Disney de equilibrar criatividade, engajamento do público e disciplina financeira.

Nenhum comentário:
Postar um comentário