Segundo os usuários, a presença dessas longas pausas publicitárias no aplicativo oficial para Smart TVs começou a aparecer nos últimos dias. Em alguns casos, o cronômetro na tela indica que a liberação do vídeo principal ocorre apenas após um minuto e meio de espera obrigatória.
A duração total da interrupção pode ultrapassar a marca de 90 segundos, mas o segmento inicial de um minuto e meio permanece bloqueado para o espectador. A iniciativa evidencia o objetivo do Google de tornar a plataforma mais atrativa para os grandes anunciantes do mercado em um modelo de negócios espelhado nos canais a cabo e nas salas de cinema. Não custa lembrar que a companhia lucra cada vez mais com publicidade e recentemente incluiu pausas de 30 segundos não-puláveis.
A exibição das peças publicitárias longas não possui relação direta com a duração do conteúdo principal escolhido pelo usuário. As primeiras análises apontam o surgimento dos comerciais massivos tanto em documentários de 40 minutos quanto em vídeos curtos com menos de 20 minutos de duração.
Foco em assinaturas e restrição nos televisores
A mudança surge em fase de testes nos Estados Unidos logo após o lançamento de uma versão reformulada da assinatura Premium Lite no país. A tática da empresa reforça a pressão para forçar o consumidor a migrar para os planos pagos em troca de uma navegação limpa e ininterrupta.
Até o presente momento, a restrição afeta de forma exclusiva os dispositivos de TV, enquanto espectadores que acessam a plataforma por meio de aplicativos para celulares e navegadores de computador continuam livres da nova regra de tempo mínimo. A empresa mantém silêncio sobre a possível expansão do formato no futuro.

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