Foto : A24 Studios
O Brasil pode ser bicampeão no Oscar. Nesta quinta-feira (22), o filme ‘O Agente Secreto’ recebeu quatro indicações ao prêmio máximo da academia, incluindo a de melhor Filme de Língua Não Inglesa. Nessa categoria, o País conquistou a estatueta em 2025 com ‘Ainda Estou Aqui’. A entrega do prêmio está agendada para 15 de março de 2026.
Além da indicação a melhor filme estrangeiro, ‘O Agente Secreto’ também foi nominado como melhor direção de elenco (uma categoria nova), melhor ator, para Wagner Moura, e melhor filme – o prêmio principal.
O longa brasileiro vai disputar a categoria principal com ‘Bugonia’, ‘F1: O Filme’, ‘Frankenstein’, ‘Hamnet – A Vida Antes de Hamlet’, ‘Uma Batalha Após a Outra’, ‘Marty Supreme’, ‘Valor Sentimental’, ‘Pecadores’ e ‘Sonhos de Trem’.
Já na corrida de filme internacional, terá que desbancar ‘Foi Apenas um Acidente’ (França), ‘Sirât’ (Espanha), ‘Valor Sentimental’ (Noruega) e ‘A Voz de Hind Rajab’ (Tunísia). Em direção de elenco, os concorrentes de ‘O Agente Secreto’ são ‘Hamnet’, ‘Marty Supreme’, ‘Uma Batalha Após a Outra’ e ‘Pecadores’.
Moura, por sua vez, concorre contra Timothée Chalamet, de ‘Marty Supreme’, Leonardo DiCaprio, de ‘Uma Batalha Após a Outra’, Ethan Hawke, de ‘Blue Moon’, e Michael B. Jordan, de ‘Pecadores’.
Antes das indicações, analistas nos Estados Unidos diziam que ‘O Agente Secreto’ tinha chances ainda melhores no Oscar que ‘Ainda Estou Aqui’.
Em número de indicações, superou: o longa de Kleber Mendonça Filho somou quatro, enquanto o filme de Walter Salles teve três (filme, filme estrangeiro e atriz, para Fernanda Torres).
‘O Agente Secreto’ ainda igualou o recordista brasileiro em indicações, ‘Cidade de Deus’, com quatro em 2004 – perdeu todas, mas foi no ano em que ‘O Senhor dos Anéis: o Retorno do Rei’ quebrou a banca, com 11 prêmios.
Chegar ao bicampeonato, contudo, é desafiar a história. No prêmio de melhor filme estrangeiro, iniciado em 1959, a última edição que consagrou um bicampeão ocorreu há 37 anos.
Em 1989, ‘Pelle, o Conquistador’, de Bille August, levou a estatueta para a Dinamarca, um ano depois da vitória do compatriota ‘A Festa de Babette’, de Gabriel Axel. Na história, o Brasil soma algumas vitórias na premiação máxima do cinema. Além de ‘Ainda Estou Aqui’, consagrado como melhor filme estrangeiro em 2025, houve o triunfo de ‘Orfeu Negro’ na mesma categoria, em 1960.
Embora fosse baseado em uma obra de Vinicius de Moraes, falado em português e com atores brasileiros, o diretor era francês (Marcel Camus), o que fez com que o filme fosse inscrito pela França e não pelo Brasil.
Outro triunfo brasileiro no Oscar é a designer Luciana Arrighi, que venceu na categoria de Direção de Arte por ‘Retorno a Howards End’, em 1993. Ela ainda foi indicada por ‘Vestígios do Dia’, em 1994, e ‘Anna e o Rei’, em 2000.
Considerando coproduções com outros países, o Brasil já soma sete filmes a indicações do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Além de ‘Orfeu Negro’, ‘Ainda Estou Aqui’ (que tem uma pequena parcela francesas na produção) e ‘O Agente Secreto’, o país emplacou ‘O Pagador de Promessas’ (1962), ‘O Quatrilho’ (1996), ‘O Que é Isso, Companheiro?’ (1998) e ‘Central do Brasil’ (Brasil/França) (1999) .

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